PSICOLOGIA SOCIAL
Com muita satisfação hoje inauguramos nosso espaço de discussão das disciplinas de "Psicologia Social" e "Psicologia Social Contemporânea" da ULBRA/Gravataí, do Curso de Psicologia, da profª Ida Maria Mello Schivitz.
Esperamos que esse seja um canal de interação de conhecimentos e que todos alunos se sintam a vontade para se colocarem, se expressarem sobre os conteúdos abordados em aula bem como as atualidades da área da Psicologia. SEJAM BEM VINDOS!
Profª IDA MARIA MELLO SCHIVITZ/2004

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ÉMILE DURKHEIM
A sociologia do francês Émile Durkheim (1858-1917) adota uma posição que rejeita as
interpretações biológicas ou psicológicas do comportamento dos indivíduos, este focaliza os determinantes sócio-estruturais na explicação da vida e dos problemas sociais. Para ele, existem “fatos sociais” que são o assunto da sociologia e que influenciam e condicionam as atitudes e os comportamentos dos indivíduos na
sociedade. Esses fatos sociais são reais, objetivos, sólidos, sui generis, isto é,
não reduzíveis a realidades biológicas, psicológicas, climáticas, etc. Esses fatos
sociais são relações sociais exteriores aos indivíduos que perduram no tempo, enquanto indivíduos particulares morrem e são substituídos por outros. Os fatos sociais não são somente exteriores ao indivíduo mas possuem "um poder coercitivo... pelo qual se impõem a ele, independentemente de sua vontade individual”.
Os constrangimentos, seja na forma de leis ou costumes, se manifestam cada vez que as
demandas sociais são violadas pelo indivíduo. Assim, para Durkheim, o indivíduo sente, pensa e age condicionado e até determinado por uma realidade social maior, a sociedade ou a classe. Durkheim define o fato social como “cada maneira de agir, fixa ou não, capaz de exercer um constrangimento (uma coerção) externo sobre o
indivíduo”. Alguém pode, por exemplo, pensar que age por vontade e decisão pessoal; na realidade, age-se deste ou daquele modo por força da estrutura da sociedade, isto é, das normas e padrões estabelecidos.
A SOCIOLOGIA ESTRUTURAL DE DURKHEIM
A sociologia estrutural de Durkheim difere completamente da de Marx. Enquanto Marx
insiste nos conflitos e na luta entre as classes, colocando as relações de poder e a força como centrais à explicação da sociedade, o sociólogo francês vê a sociedade como integrada, formando um todo coeso e mantido por regras de convivência. A integração não é sempre a mesma, mas está sempre presente, se não fosse assim não
haveria sociedade. Um dos elementos da integração é a intensidade com que os membros de um grupo ou de uma sociedade interagem entre si. A participação em rituais, por exemplo, tenderá a unir os membros de grupos religiosos. Também,
trabalhos diferenciados mas complementares provocam um aumento na integração de grupos de trabalhadores.
A idéia fundamental de Durkheim é que indivíduos que participam dos mesmos grupos
e da mesma sociedade compartilham valores, crenças e normas coletivas que os mantém integrados. Um sociedade somente pode funcionar se tais valores, crenças e normas constrangem as atitudes e os comportamentos individuais provocando uma solidariedade básica, que orienta as ações dos indivíduos. Durkheim usa a
expresssão “consciência coletiva” para expressar essa solidariedade comum que molda as consciências individuais. A família, o trabalho, os sindicatos, a educação, a religião, o controle social e até a punição do crime são alguns
mecanismos que criam e mantêm viva a integração e a partilha da consciência coletiva. Os processos de socialização e internalização individual são
responsáveis pela aquisição por parte dos indivíduos de valoes, crenças e normas sociais que mantêm os grupos e as sociedades integrados. O controle social reforça o domínio da sociedade sobre os indivíduos.
Durkheim, evidentemente, sabia da existência de fenômenos tais como conflitos sociais, crises, marginalidade, criminalidade, suicídio, etc, em todas as sociedades. Nem tudo nas sociedades é integração, consenso e harmonia. Mas, para
ele, essas formas de “desvios” sociais não eram conseqüências da perversão ou de aberrações dos indivíduos; eram, sim, conseqüências da própria estrutura social que, enfraquecida, produzia um estado de anomia, isto é, um estado de
enfraquecimento ou ausência de leis e normas. Sem normas claras, os indivíduos não
sabem como agir e se entregam à ganância, às paixões, ao crime e mesmo ao suicídio.
Numa sociedade fraca, o indivíduo perde o norte e se perde e os processos de socialização e internalização de normas se tornam ineficientes. A sociedade fica, então, ameaçada por não impor limites aos indivíduos que Durkheim concebia como
cheios de desejos ilimitados. “Mais os homens possuem, mais eles querem, já que as
satisfações estimulam em vez de preencher as necessidades”.
Durkheim julgava que a sociedade industrial, marcada por uma ampla divisão social
do trabalho, precisava com urgência de um conjunto de valores comuns a todos os
indivíduos, isto é, de solidariedade para superar seus muitos conflitos.
A necessária integração da sociedade moderna seria dada, em parte, pensava Durkheim,
pela interrelação e pela dependência mútua dos diversos papéis desempenhados pelos indivíduos. Mas isto não seria suficiente; a construção de um conjunto de crenças seria necessária. Para tanto, Durkheim, um liberal, não pensava no uso da força ou de ações repressivas.
A solidariedade social haveria de surgir da autonomia individual da conduta dos
indivíduos, já que a crescente divisão social do trabalho criava um saudável individualismo. Arregimentar os indivíduos não adiantaria de nada; o convencimento pela educação e pela religião deveria ser a função principal da família, da escola, dos sindicatos, das associações e do Estado.
A preocupação sociológica de Durkheim, portanto, reside em responder à seguinte pergunta: como a sociedade é possível e funciona?
Sua resposta consiste em enfatizar a capacidade e a força da própria sociedade em difundir solidariedade, integração, ordem, por meio de valores, crenças, normas e regras que indivíduos
devidamente socializados compartilhariam.
Na sociologia de Durkheim, a sociedade é tão forte que a individualidade quase desaparece.
CONCLUSÃO
Antes de indagarmos qual o método que convém ao estudo dos fatos sociais, é necessário sabermos que fatos podem ser assim chamados. A questão é tanto mais necessária quanto esta qualificação é utilizada sem muita precisão. Empregam-na
correntemente para designar quase todos os fenômenos que se passam no interior da
sociedade, por pouco que apresentem, além de certa generalidade, algum interesse social. Todavia, desse ponto de vista, não haveria por assim dizer nenhum acontecimento humano que não pudesse ser chamado de social. Cada indivíduo bebe, dorme, come, raciocina e a sociedade tem todo o interesse em que estas funções se
exerçam de modo regular. Porém, se todos esses fatos fossem sociais, a sociologia não teria objeto próprio e seu domínio se confundiria com o da biologia e da psicologia.
Na verdade, porém, há em toda sociedade um grupo determinado de fenômenos com caracteres nítidos, que se distingue daqueles estudados pelas outras ciências da natureza.
Quando desempenho meus deveres de irmã, de filha ou de cidadã, quando me desincumbo de encargos que contraí, pratico deveres que estão definidos fora de mim e de meus atos, no direito e nos costumes.
Mesmo estando de acordo com sentimentos que me são próprios, sentindo-lhes interiormente, a realidade, esta não deixa de ser objetiva; pois não fui eu quem os criou, mas recebi-os através da educação. Contudo, quantas vezes não ignoramos o detalhe das obrigações que nos incumbe de desempenhar, e precisamos, para sabê-lo, consultar o Código e seus intérpretes autorizados! Assim também o devoto, ao nascer. Encontra prontas as crenças e as práticas da vida religiosa; existindo antes dele, é porque existem fora dele.
O sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos, o sistema de moedas que emprego para pagar as dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo nas relações comerciais, as práticas seguidas na profissão, etc, funcionam
independentemente do uso que delas faço. Tais afirmações podem ser estendidas a cada um dos membros de que é composta uma sociedade, tomados uns após outros.
Estamos, pois, diante de maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam a propriedade marcante de existir fora das consciências individuais.
Estamos diante de uma ordem de fatos que apresenta caracteres muito especiais:
consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem. Por conseguinte, não poderiam se confundir com os fenômenos orgânicos, pois consistem em representações e em ações; nem com os fenômenos psíquicos, que não existem senão na
consciência individual e por meio dela. Constituem, pois, uma espécie nova e é a
eles que deve ser dada e reservada a qualificação de sociais.
At 7:45 AM, Ida Maria Schivitz said...
Gilberto
Fritz Heider
(1896-1988)
Nació en Viena, Austria, el 18 de Febrero de 1896. El más joven de dos hermanos,
hijo de Moriz y Eugenie von Halaczy Heider. Fue un avido lector y un buen
estudiante. Estudió en la Universidad de Graz, Austria, obteniendo su doctorado en
1920. A continuación pasó varios años viajando por Europa, durante los cuales
estudió en el Instituto Psicológico de Berlín.
En 1930, aceptó una oferta para enseñar en Estados Unidos, en el Smith College, e
investigar en Clarke School for the Deaf, en Northampton, Massachutsetts. En Clarke
conoció a Grace Moore, quien estaba llevando a cabo su propia investigación, y con
la que se casó en Diciembre de ese mismo año.
También en Clarke inició la investigación que le llevaría a sus teorías sobre las
relaciones interpersonales, y que continuó cuando se trasladó a Lawrence, Kansas,
en 1947, para enseñar en la Universidad de Kansas. El resultado de sus
investigaciones fue la publicación en 1958 de su libro, La Psicología de las
Relaciones Interpersonales, que marcó una nueva era en la Psicología social.
Heider recibió numerosos premios por su investigación, entre ellos la Distinguished
Scientific Contribution Award de la American Psychological Association, en 1965. A
pesar de retirarse durante la década de 1960, continuó investigando como profesor
emérito y trabajó en sus memorias, que publicó en 1983, con el título de The Life
of a Psychologist: An Autobiography. Murió en Lawrence, Kansas, el 2 de Febrero de
1988, a la edad de 91 años.
Heider fue influenciado por la Psicología de la Gestalt e intentó aplicar sus
principios al campo de las relaciones interpersonales. Como resultado estableció
una serie de importantes conceptos teóricos que han sido ampliamente estudiados con
posterioridad. Destaca por haber desarrollado el concepto de Teoría de la
Atribución, una de las áreas más importantes de la Psicología Social.
Pretendía dar cuenta de la Psicología del sentido común, de la persona corriente
que busca interactuar con los demás, para explicar como interpretamos nuestra
conducta y la de otras personas, y como atribuimos orientaciones e intenciones a
nosotros mismos y a los otros. Para Heider la persona de la calle actúa como un
científico ingenuo, un psicólogo naif, que establece conexiones entre conductas
observables y causas no observables.
A la hora de atribuir causas, Heider distinguió entre atribuciones internas y
atribuciones externas. El trabajo del observador consiste en decidir si una acción
dada se debe a algo dentro de la persona que la esta llevando a cabo (capacidad,
esfuerzo, intención, etc...) o a algo fuera de la persona (dificultad de la tarea,
suerte, etc...).
Destacó la tendencia que tenemos de enfatizar las disposiciones personales
(atribuciones internas) sobre las influencias situacionales (atribuciones externas)
como causas explicativas de la conducta, esta tendencia es conocida como Error
fundamental de la atribución. Heider señala que el actor y el acto forman una
unidad causal. El observador se centra en la otra persona, no en la situación, por
lo que aquella acaba siendo evaluada como excesivamente importante desde un punto
de vista causal.
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ÉMILE DURKHEIM
A sociologia do francês Émile Durkheim (1858-1917) adota uma posição que rejeita as
interpretações biológicas ou psicológicas do comportamento dos indivíduos, este focaliza os determinantes sócio-estruturais na explicação da vida e dos problemas sociais. Para ele, existem “fatos sociais” que são o assunto da sociologia e que influenciam e condicionam as atitudes e os comportamentos dos indivíduos na
sociedade. Esses fatos sociais são reais, objetivos, sólidos, sui generis, isto é,
não reduzíveis a realidades biológicas, psicológicas, climáticas, etc. Esses fatos
sociais são relações sociais exteriores aos indivíduos que perduram no tempo, enquanto indivíduos particulares morrem e são substituídos por outros. Os fatos sociais não são somente exteriores ao indivíduo mas possuem "um poder coercitivo... pelo qual se impõem a ele, independentemente de sua vontade individual”.
Os constrangimentos, seja na forma de leis ou costumes, se manifestam cada vez que as
demandas sociais são violadas pelo indivíduo. Assim, para Durkheim, o indivíduo sente, pensa e age condicionado e até determinado por uma realidade social maior, a sociedade ou a classe. Durkheim define o fato social como “cada maneira de agir, fixa ou não, capaz de exercer um constrangimento (uma coerção) externo sobre o
indivíduo”. Alguém pode, por exemplo, pensar que age por vontade e decisão pessoal; na realidade, age-se deste ou daquele modo por força da estrutura da sociedade, isto é, das normas e padrões estabelecidos.
A SOCIOLOGIA ESTRUTURAL DE DURKHEIM
A sociologia estrutural de Durkheim difere completamente da de Marx. Enquanto Marx
insiste nos conflitos e na luta entre as classes, colocando as relações de poder e a força como centrais à explicação da sociedade, o sociólogo francês vê a sociedade como integrada, formando um todo coeso e mantido por regras de convivência. A integração não é sempre a mesma, mas está sempre presente, se não fosse assim não
haveria sociedade. Um dos elementos da integração é a intensidade com que os membros de um grupo ou de uma sociedade interagem entre si. A participação em rituais, por exemplo, tenderá a unir os membros de grupos religiosos. Também,
trabalhos diferenciados mas complementares provocam um aumento na integração de grupos de trabalhadores.
A idéia fundamental de Durkheim é que indivíduos que participam dos mesmos grupos
e da mesma sociedade compartilham valores, crenças e normas coletivas que os mantém integrados. Um sociedade somente pode funcionar se tais valores, crenças e normas constrangem as atitudes e os comportamentos individuais provocando uma solidariedade básica, que orienta as ações dos indivíduos. Durkheim usa a
expresssão “consciência coletiva” para expressar essa solidariedade comum que molda as consciências individuais. A família, o trabalho, os sindicatos, a educação, a religião, o controle social e até a punição do crime são alguns
mecanismos que criam e mantêm viva a integração e a partilha da consciência coletiva. Os processos de socialização e internalização individual são
responsáveis pela aquisição por parte dos indivíduos de valoes, crenças e normas sociais que mantêm os grupos e as sociedades integrados. O controle social reforça o domínio da sociedade sobre os indivíduos.
Durkheim, evidentemente, sabia da existência de fenômenos tais como conflitos sociais, crises, marginalidade, criminalidade, suicídio, etc, em todas as sociedades. Nem tudo nas sociedades é integração, consenso e harmonia. Mas, para
ele, essas formas de “desvios” sociais não eram conseqüências da perversão ou de aberrações dos indivíduos; eram, sim, conseqüências da própria estrutura social que, enfraquecida, produzia um estado de anomia, isto é, um estado de
enfraquecimento ou ausência de leis e normas. Sem normas claras, os indivíduos não
sabem como agir e se entregam à ganância, às paixões, ao crime e mesmo ao suicídio.
Numa sociedade fraca, o indivíduo perde o norte e se perde e os processos de socialização e internalização de normas se tornam ineficientes. A sociedade fica, então, ameaçada por não impor limites aos indivíduos que Durkheim concebia como
cheios de desejos ilimitados. “Mais os homens possuem, mais eles querem, já que as
satisfações estimulam em vez de preencher as necessidades”.
Durkheim julgava que a sociedade industrial, marcada por uma ampla divisão social
do trabalho, precisava com urgência de um conjunto de valores comuns a todos os
indivíduos, isto é, de solidariedade para superar seus muitos conflitos.
A necessária integração da sociedade moderna seria dada, em parte, pensava Durkheim,
pela interrelação e pela dependência mútua dos diversos papéis desempenhados pelos indivíduos. Mas isto não seria suficiente; a construção de um conjunto de crenças seria necessária. Para tanto, Durkheim, um liberal, não pensava no uso da força ou de ações repressivas.
A solidariedade social haveria de surgir da autonomia individual da conduta dos
indivíduos, já que a crescente divisão social do trabalho criava um saudável individualismo. Arregimentar os indivíduos não adiantaria de nada; o convencimento pela educação e pela religião deveria ser a função principal da família, da escola, dos sindicatos, das associações e do Estado.
A preocupação sociológica de Durkheim, portanto, reside em responder à seguinte pergunta: como a sociedade é possível e funciona?
Sua resposta consiste em enfatizar a capacidade e a força da própria sociedade em difundir solidariedade, integração, ordem, por meio de valores, crenças, normas e regras que indivíduos
devidamente socializados compartilhariam.
Na sociologia de Durkheim, a sociedade é tão forte que a individualidade quase desaparece.
CONCLUSÃO
Antes de indagarmos qual o método que convém ao estudo dos fatos sociais, é necessário sabermos que fatos podem ser assim chamados. A questão é tanto mais necessária quanto esta qualificação é utilizada sem muita precisão. Empregam-na
correntemente para designar quase todos os fenômenos que se passam no interior da
sociedade, por pouco que apresentem, além de certa generalidade, algum interesse social. Todavia, desse ponto de vista, não haveria por assim dizer nenhum acontecimento humano que não pudesse ser chamado de social. Cada indivíduo bebe, dorme, come, raciocina e a sociedade tem todo o interesse em que estas funções se
exerçam de modo regular. Porém, se todos esses fatos fossem sociais, a sociologia não teria objeto próprio e seu domínio se confundiria com o da biologia e da psicologia.
Na verdade, porém, há em toda sociedade um grupo determinado de fenômenos com caracteres nítidos, que se distingue daqueles estudados pelas outras ciências da natureza.
Quando desempenho meus deveres de irmã, de filha ou de cidadã, quando me desincumbo de encargos que contraí, pratico deveres que estão definidos fora de mim e de meus atos, no direito e nos costumes.
Mesmo estando de acordo com sentimentos que me são próprios, sentindo-lhes interiormente, a realidade, esta não deixa de ser objetiva; pois não fui eu quem os criou, mas recebi-os através da educação. Contudo, quantas vezes não ignoramos o detalhe das obrigações que nos incumbe de desempenhar, e precisamos, para sabê-lo, consultar o Código e seus intérpretes autorizados! Assim também o devoto, ao nascer. Encontra prontas as crenças e as práticas da vida religiosa; existindo antes dele, é porque existem fora dele.
O sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos, o sistema de moedas que emprego para pagar as dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo nas relações comerciais, as práticas seguidas na profissão, etc, funcionam
independentemente do uso que delas faço. Tais afirmações podem ser estendidas a cada um dos membros de que é composta uma sociedade, tomados uns após outros.
Estamos, pois, diante de maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam a propriedade marcante de existir fora das consciências individuais.
Estamos diante de uma ordem de fatos que apresenta caracteres muito especiais:
consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem. Por conseguinte, não poderiam se confundir com os fenômenos orgânicos, pois consistem em representações e em ações; nem com os fenômenos psíquicos, que não existem senão na
consciência individual e por meio dela. Constituem, pois, uma espécie nova e é a
eles que deve ser dada e reservada a qualificação de sociais.
FRITZ HEIDER
(1896-1988)
Nació en Viena, Austria, el 18 de Febrero de 1896. El más joven de dos hermanos, hijo de Moriz y Eugenie von Halaczy Heider. Fue un avido lector y un buen
estudiante. Estudió en la Universidad de Graz, Austria, obteniendo su doctorado en 1920.
A continuación pasó varios años viajando por Europa, durante los cuales estudió en el Instituto Psicológico de Berlín.
En 1930, aceptó una oferta para enseñar en Estados Unidos, en el Smith College, e investigar en Clarke School for the Deaf, en Northampton, Massachutsetts. En Clarke conoció a Grace Moore, quien estaba llevando a cabo su propia investigación, y con la que se casó en Diciembre de ese mismo año.
También en Clarke inició la investigación que le llevaría a sus teorías sobre las relaciones interpersonales, y que continuó cuando se trasladó a Lawrence, Kansas, en 1947, para enseñar en la Universidad de Kansas. El resultado de sus
investigaciones fue la publicación en 1958 de su libro, La Psicología de las Relaciones Interpersonales, que marcó una nueva era en la Psicología social.
Heider recibió numero sos premios por su investigación, entre ellos la Distinguished
Scientific Contribution Award de la American Psychological Association, en 1965. A pesar de retirarse durante la década de 1960, continuó investigando como profesor emérito y trabajó en sus memorias, que publicó en 1983, con el título de The Life
of a Psychologist: An Autobiography.
Murió en Lawrence, Kansas, el 2 de Febrero de
1988, a la edad de 91 años.
Heider fue influenciado por la Psicología de la Gestalt e intentó aplicar sus principios al campo de las relaciones interpersonales. Como resultado estableció una serie de importantes conceptos teóricos que han sido ampliamente estudiados con posterioridad. Destaca por haber desarrollado el concepto de Teoría de la Atribución, una de las áreas más importantes de la Psicología Social.
Pretendía dar cuenta de la Psicología del sentido común, de la persona corriente que busca interactuar con los demás, para explicar como interpretamos nuestra
conducta y la de otras personas, y como atribuimos orientaciones e intenciones a nosotros mismos y a los otros. Para Heider la persona de la calle actúa como un
científico ingenuo, un psicólogo naif, que establece conexiones entre conductas observables y causas no observables.
A la hora de atribuir causas, Heider distinguió entre atribuciones internas y atribuciones externas. El trabajo del observador consiste en decidir si una acción
dada se debe a algo dentro de la persona que la esta llevando a cabo (capacidad, esfuerzo, intención, etc...) o a algo fuera de la persona (dificultad de la tarea, suerte, etc...).
Destacó la tendencia que tenemos de enfatizar las disposiciones personales (atribuciones internas) sobre las influencias situacionales (atribuciones externas)
como causas explicativas de la conducta, esta tendencia es conocida como Error fundamental de la atribución. Heider señala que el actor y el acto forman una
unidad causal. El observador se centra en la otra persona, no en la situación, por lo que aquella acaba siendo evaluada como excesivamente importante desde un punto de vista causal.
ENTREVISTA COM PROFº AROLDO RODRIGUES
PSICOLOGIA SOCIAL: Profª Ida Maria Schivitz
Acadêmicos: Carlos Dorneles e Ramon Silvestri
- Gostaria de saber que visão o senhor tem da evolução da Psicologia no Brasil e também da sua recente História, quais acontecimentos julga mais e importante?
A PSICOLOGIA NO BRASIL EVOLUIU MUITO NAS ULTIMAS DECADAS. QUANDO EU COMECEI (MEADOS DA DECADA DE 50) ELA ERA APENAS CONHECIDA POR EDUCADORES, MEDICOS PSIQUIATRAS E FILOSOFOS. DEPOIS DO PRIMEIRO CURSO FORMAL EM PSICOLOGIA INICIADO PELO DR. HANNS LUDWIG LIPPMANN E DA REGULAMENTACAO DA PROFISSAO EM 1962 A PSICOLOGIA BRASILEIRA DESENVOLVEU-SE BASTANTE E HOJE CONTA COM MUITOS PROFISSIONAIS COMPETENTES E REALIZANDO MUITO BOM TRABALHO. EU, PESSOALMENTE, GOSTARIA DE VER A PSICOLOGIA NO BRASIL UM POUCO MAIS PREOCUPADA COM O TRABALHO DE PESQUISA EXPERIMENTAL, MAS NAO HA' DUVIDA DE QUE MUITOS PSICOLOGOS BRASILEIROS SEGUEM ESTA LINHA, O QUE E' GRATIFICANTE.
- Quais acontecimentos o senhor julga mais importantes e que
contribuíram para o desenvolvimento de seu trabalho e estudos que
lhe tornou este profissional conhecido no mundo todo, citado em
vários sites em diversas línguas?
SEM DUVIDA ALGUMA O MEU TREINAMENTO NA UCLA (UNIVERSIDADE DA CALIFORNIA, LOS ANGELES) ONDE RECEBI EXCELENTE ORIENTACAO DURANTE MEU CURSO DE PH.D. E TIVE CONTATO COM EXPOENTES DO NIVEL DE HAROLD H. KELLEY, BERTRAM H. RAVEN, DAVID 0. SEARS, BERNARD WEINER, E OUTROS. ALEM DISSO, A INFLUENCIA DE HANNS LUDWIG E DO PE. ANTONIUS BENKO NO BRASIL, E O CONTATO COM VARIOS COLEGAS NAS 3 AMERICAS DURANTE AS DECADAS DE 60,70 E 80 ME FORAM TAMBEM EXTREMAMENTE BENEFICAS. E, SEM DUVIDA NENHUMA (COMO FALAREI MAIS ABAIXO) A INFLUENCIA DO GRANDE FRITZ HEIDER NA UNIVERSIDADE DE KANSAS, ONDE OBTIVE MEU MESTRADO.
- Quantos livros e artigos já foram publicados e se existe algum que lhe é especial?
JA' PUBLIQUEI CERCA DE 130 ARTIGOS, CAPITULOS DE LIVROS, E MONOGRAFIAS E 8 LIVROS. SEM DUVIDA O LIVRO QUE MAIS ME AGRADA E' O PSICOLOGIA SOCIAL, CUJA PRIMEIRA EDICAO SAIU EM 1972, OU SEJA, 32 ANOS ATRAZ. ESTE LIVRO CONTINUA SENDO BASTANTE UTILIZADO AINDA HOJE, DEPOIS DAS TRES REVISOES POR QUE PASSOU, E JA' VENDEU MAIS DE 150.000 VOLUMES NO BRASIL E NOS PAISES DE LINGUA ESPENHOLA, POIS HA' TRADUCAO EM ESPANHOL. HAVER CONCORDDIDO PARA A FORMACAO DE TANTAS GERACOES DE ALUNOS E' ALGO QUE ME E' EXTREMAMENTE CARO. DEPOIS DESTE, GOSTO MUITO TAMBEM DO ULTIMO - PSICOLOGIA SOCIAL PARA PRINCIPIANTES - DO QUAL SAIRA' EM BREVE MAIS UMA EDICAO MELHORADA E QUE, MODESTIA A PARTE, ACHO QUE ESTA' MUITO BOA.
- Quais seus Objetos e Métodos de estudo e principais estudos e com que finalidade?
ESTUDO DAS ATITUDES, PODER SOCIAL E ATRIBUICAO DE CAUSALIDADE TEM SIDO OS TOPICOS DOMINANTES DE MINHAS PESQUISAS. SEMPRE QUE ADEQUADO AO OBJETIVO EM VISTA, PREFIRO UTILIZAR O METODO EXPERIMENTAL DE LABORATORIO NO ESTUDOS DAS LEIS GERAIS DO COMPORTAMENTO SOCIAL HUMANO. DEPOIS DE ENTENDER MELHOR POR QUE NOS COMPORTAMOS DA FORMA QUE O FAZEMOS, AI ENTAO A FINALIDADE PRINCIPAL E' PROCURAR APLICAR ESTES CONHECIMENTOS NA COMPREENSAO E NA SOLUCAO DE PROBLEMAS SOCIAIS. POR EXEMPLO: EM BREVE DEVERA' SAIR UM ARTIGO MEU AI NO BRASIL, EM COLABORACAO COM EVELINE ASSMAR E BERNARDO JABLONSKI (CO-AUTORES DA ULTIMA EDICAO DO PSICOLOGIA SOCIAL) ONDE MOSTRAMOS COMO AS DESCOBERTAS DA PSICOLOGIA SOCIAL NOS PERMITEM ENTENDER A INVASAO DO IRAQ PELOS EEUU E INGLATERRA, OS ERROS COMETIDOS, O FRACASSO DA INTELIGENCIA, A FALSA ALEGACAO DE EXISTENCIA DE ARMAS DE DESTRUICAO EM MASSA, O ESFORCO EM UNIR SADAM A BIN LADEN AS TORTURAS NA PRISAO DE ABU GRAIB,A ESCALADA DO CONFLITO, ETC..
- O que o senhor poderia nos falar de Fritz Heider como influencia no seu trabalho?
FRITZ HEIDER FOI, JUNTAMENTE COM KURT LEWIN E LEON FESTINGER, O RESPONSAVEL PELOS GRANDES AVANCOS DA PSICOLOGIA SOCIAL CIENTIFICA CONTEMPORANEA. SEU TRABALHO SEMINAL SOBRE O CONCEITO DE EQUILIBRIO (BALANCE) E SOBRE ATRIBUICAO DE CAUSALIDADE INPIROU OS PSICOLOGOS SOCIAIS NOS ULTIMOS 6O ANOS. TIVE A SORTE DE TER SIDO SEU ALUNO NA UNIVERSIDADE DE KANSAS E MINHA TESE DE DOUTORADO FOI SOBRE SUA TEORIA DO EQUILIBRIO. A IMPRESSAO QUE ME CAUSOU COMO CIENTISTA, HUMANISTA E FILOSOFO PERMANECE INDELEVEL EM MINHA LEMBRANCA. SEM DUVIDA, SUA INFLUENCIA EM MINHA OPCAO PELA PSICOLOGIA SOCIAL FOI FUINDAMENTAL.
- E agora se possivel uma mensagem para toda a turma.
DESEJO QUE A TURMA CONTINUE INTERESSADA NO ESTUDO CIENTIFICO DA PSICOLOGIA E, SE POSSIVEL, DA PSICOLOGIA SOCIAL. SEJAM ABERTOS, SEM SECTARISMOS, POIS SABEMOS AINDA MUITO POUCO DE PSICOLOGIA PARA PRETENDERMOS SER "DONOS DA VERDADE". SEJAM HUMILDES E TENAZES DA BUSCA DAS LEIS QUE ORIENTAM O COMPORTAMENTO HUMANO POIS, DEPOIS QUE AS ENTENDEMOS, PODEMOS APLICAR NOSSO CONHECIMENTO NA MELHORIA DA CONDICAO HUMANA. LEMBREM-SE DO QUE DISSE CERTA VEZ O PSICOLOGO CLINICO ROSS STAGNER:
" AS CIENCIAS FISICAS ADQUIRIRAM UM TAL ESTADO DE DESENVOLVIMENTO QUE AGORA TODOS NOS PODEMOS MORRER JUNTOS; E' NECESSARIO QUE AS CIENCIAS SOCIAIS ATINJAM TAL DESENVOLVIMENTO QUE TODOS POSSAMOS VIVER JUNTOS"...
UM ABRACO E OBRIGADO PELA HOMENAGEM
AROLDO RODRIGUES
aroldor@csufresno.edu
Esta entrevista foi realizada entre os dias 14 e 20 de setembro de 2004, via internet.
ESCRITOS POR AROLDO RODRIGUES
Rodrigues, A.(l972). Psicologia social.Petrópolis: Vozes. (22nd. printing in 2003 Translated into Spanish and published by Editorial Trillas S/A, Mexico, em 1976 (3rd. ed. In 2002).
Rodrigues, A. (l975). A pesquisa experimental em psicologia e educaçao. Petrópolis: Vozes. (2nd printing in 1976). Translated into Spanish and published by Editorial Trillas S/A, Mexico, in 1977 (2nd edition in 1991).
Rodrigues, A. (1979). Estudos em psicologia social. Petrópolis: Vozes.
THESES, MONOGRAPHS, TECHNICAL REPORTS, BOOK CHAPTERS, AND PAPERS
1961
Rodrigues, A.(1961). Affective social actions of children and their peers in communities
differing in size. Master's Thesis, University of Kansas, Library.
1964
Rodrigues, A. (1964). Medos e preocupaçoes em crianças e adolescentes. Monograph. Rio de Janeiro: PUC/RJ Press.
1965
Rodrigues, A. (1965). On the differential effects of some parameters of balance. Journal of Psychology, 61, 241-250.
1966
Rodrigues, A. (l966). The psycho-logic of interpersonal relations. Doctor's Dissertation. University of California, Los Angeles Library and University Microfilms, Ann Arbor, Michigan.
Rodrigues, A.(1966). Precisao ou utilidade? Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, 68, 9-18.
1967
Rodrigues, A. (l967). The effects of balance, positivity and agreement in triadic social relations. Journal of Personality and Social Psychology, 5, 472-476.
Rodrigues, A. (1967). A resoluçao de uma situaçao interpesoal de equilíbrio. Arquivos Brasileiros de Psicotécnica. 19 (2), 67-81.
Rodrigues, A. (1967) Novos campos de psicologia social. Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, 19(4), 0-19.
Rodrigues, A. & Ferreira, M. H. (1967). Fontes de tendenciosidade cognitiva nas relaçoes interpessoais. Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, 19(3), 9-21.
1968
Rodrigues, A. (1968). The biasing effect of agreement in balanced and imbalanced triads. Journal of Personality, 36, l39-153.
Rodrigues, A. (1968). Aplicaçoes da estatística à psicologia. Revista Brasileira de Estatística, 114, 129-134.
Ferreira, M.H. & Rodrigues, A. (1968). Estereótipos em relaçao a alunos de psicologia num campus universitário. Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, 20(2), 9-20.
1969
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Awards
Education Courses
Publications 1961-1979 Awards
Publications 1980-2003 Contact me
1982 - Elected Fellow of the American Psychological Association1985 - Interamerican Psychology Award granted by the Interamerican Society of Psychology1997 - Professor of the Year Award - Department of Psychology, California State University, Fresno1999 – Provost Outstanding Faculty Award, CSUF
Education
Education Courses
Publications 1961-1979 Awards
Publications 1980-2003 Contact me
B.A. – 1956 – Catholic University of Rio de JaneiroM.A. – 1961 – The University of KansasPh.D. – 1966 – The University of California, Los Angeles (UCLA)
COMPORTAMENTO ANTI-SOCIAL: A AGRESSÃO (2ª PARTE)
(Extraído do livro de Aroldo Rodrigues et all. “Psicologia Social” Editora Vozes. 2001)
Família: “Violência gera violência”
Crianças cujos pais adotam práticas punitivas, físicas ou verbais, tendem a usar os mesmos recursos quando interagem com outras pessoas. Esses pais estão “modulando” a agressão como um método natural de lidar com os problemas.
APROXIMADAMENTE 30% DAS CRIANÇAS QUE SOFREM AGRESSÃO TORNAM-SE VIOLENTOS
Estatísticas norte-americanas, relacionadas à justiça criminal, apontam que 70% dos adolescentes presos não foram criados por ambos os pais.
Normas Sociais:
Regulam nosso comportamento, de modo que aprendemos os tipos de comportamento que devemos adotar em situações específicas. Ex: o menino pode revidar uma agressão sofrida por outro menino, mas não revidar se for uma menina.
Fatores ambientais estimuladores de agressão:
Estudos revelam que violência e crimes ocorrem em maior freqüência em dias quentes e em estações quentes.
Estudos sobre agressão também incluem o chamado crowding –o sentimento subjetivo de falta de espaço, provocado pelo excesso de pessoas em um ambiente.
Em áreas urbanas muito densas, são mais altas as taxas de crimes e estresse emocional.
Fatores pessoais estimuladores da agressão:
É também considerada a probabilidade de que características individuais atuem concomitantemente como desencadeadores de agressão.
*Padrão de Comportamento Tipo A – a) são extremamente competitivos; b) estão sempre com pressa; c) são irritadiços e hostis.
*Tendenciosidade Atribuicional Hostil – quando alguém credita as ações ambíguas de alguém a uma intenção maldosa. Esta característica consiste na propensão a perceber intenção hostil nas outras pessoas mesmo quando ela não existe. Quanto maior ela for, maior a chance de agressões como resposta.
*Gênero – os homens são mais propensos à agressividade (atos físicos) do que as mulheres; achados recentes sugerem que as mulheres recorrem à formas variadas de agressão indireta, tais como espalhar boatos e fofocas; as mulheres preocupam-se mais com retaliação do que os homens.
Influência de Filmes e Programas de Televisão Violentos:
“As evidências indicam claramente que a exposição a longo prazo de imagens violentas aumenta a probabilidade de atos violentos por parte do telespectador”
W. Belson (pesquisa de seis anos com 1.500 adolescentes - Londres)
Mídia cria uma sociedade agressiva?
X
Mídia reproduz uma realidade social violenta?
- As crianças tendem a imitar o comportamento dos modelos agressivos que observam;
- Meninos escolhem heróis agressivos e meninas escolhem popstars e músicos
Prevenção e controle da agressão:
A crença de que a agressão é instintiva e inata conduz à perspectivas pessimistas.
Entre as estratégias sugeridas pelo autor para este fim, destaca-se a introdução de modelos não agressivos, o não reforçamento e punição dos comportamentos agressivos, respostas incompatíveis, intervenções e o desenvolvimento da empatia.
TAXIONOMIA DE MICHEL FOUCAULT
Autora: Grasi
Michel Foucault foi, desde pequeno, muito inteligente. Ingressou já aos 4 anos no jardim de infância. Foucault era filho de Paul André Foucault, doutor em medicina, e de Anne-Marie Malapert. Aos 9 anos de idade, Foucault surpreendeu seu pai ao dizer-lhe que pretendia ser professor de história, pois este já lhe pretendia um futuro de cirurgião.
Aos 20 anos, quando estava na Escola Normal, sentia-se muito infeliz, pouco a vontade com seu físico e a sua inclinação sexual.
Foucault fora licenciado em filosofia e um ano mais tarde, recebe também sua licenciatura em Psicologia. Nessa época, Foucault tem problemas com o álcool e inicia uma psicoterapia.
Foucault teve uma relação bastante próxima com Deleuse e Guatarrie, sendo que o primeiro, escreveu um livro que entitula-se Foucault.
TÓPICOS
MARCO
Nasceu em Poitiers, França em 15 de outubro de 1926. Faleceu em Paris, em 25 de junho de 1984 aos 58 anos. Foucault pode ser considerado como um dos marcos do pós-modernismo.
ACONTECIMENTOS
Projetos genealógicos, aulas e estudos em instituições e viagens. Ingressou no Cóllege de France em 1970, sendo sua nomeação efetivada pelo ministro de Educação Nacional.
FUNDAMENTOS
Foucault sofreu influências fundamentadas nas obras e pensamentos de Marx, Nietzsche, Engels, Kant e outros.
LIVROS
História da Loucura (1961); A História da Sexualidade I (1976); Vigiar e Punir (1975); As Palavras e as Coisas (1966); A Microfísica do Poder; Nascimento e Clínica; Arqueologia do Saber; Nascimento da Prisão; Os Anormais. Entre outros, alguns ainda não editados.
OBJETO DE ESTUDO
Poder, saber, ética, sexualidade.
MÉTODO
O método de investigação de análise seguido por Foucault é a arqueologia, genealogia e a ética.
FINALIDADE
Em sua trajetória, ficou bem claro que Michel Foucault tinha como finalidade quebrar paradigmas da época; destruir concepções definidas através da desconstrução das instituições totais e sociais.
ESTUDOS PRINCIPAIS
Estudou principalmente os manicômios e os loucos, a anormalidade, os discursos, os presídios, a sexualidade, o poder, a penalidade e a história clínica.
SEGUIDORES
Sob o ponto de vista das ciências, exerceu grande influência sobre o direito, a psicologia, a filosofia, a pedagogia, a sociologia e também sobre a arquitetura.
LIGAÇÕES
Guatarrie, Deleuse dentre outros
OUTROS
Desejou que, ao morrer, se espalhasse a notícia de que havia morrido de AIDS, a fim de alertar as pessoas das consequências desta terrível doença. Dois anos após sua morte Foucault havia redigido um testamento para ser aberto "em caso de acidente", contendo apenas três recomendações: "A morte, não a invalidez" e "nenhuma publicação póstuma".
ERVING GOFFMAN
Ida Maria M. Schivitz
Os alunos, do curso de Psicologia da disciplina de Psicologia Social, têm procurado a biografia de tão importante vulto quanto Goffman, porem têm encontrado muita dificuldade em conhecer mais sobre sua vida particular.
Nem livros, que a contem, nem sites na INTERNET. Porem, eis que me deparo com um livro “Erving Goffman, Desbravador do Cotidiano”, organizado por Edison Gastaldo, Editorial Tomo, 2004, que contem vários artigos sobre Goffman, escritos por famosos como Pierre Bourdieu, Yves WinKin, Gilberto Velho, Greg Smith, Rod Watson, Howard Becker, Edison Gastaldo, Fernando Andacht e Andrew Cardin.
Extraindo deste importante livro, exporei alguns itens sobre a vida de Goffman.
Goffman era filho de imigrantes judeus, de origem relativamente modesta, nasceu em 1922 e morreu cedo, aos sessenta anos, em 1982. Morreu no apogeu de sua carreira, quando recém eleito presidente da American Sociological Association.
Goffman e Howard Becker ascenderam socialmente através do trabalho intelectual e da vida acadêmica, atingindo grande prestigio e notoriedade.
Após o inicio da carreira, quando encontraram embaraços e dificuldades de diversas naturezas, Goffman, canadense, e Becker, de Chicago, construíram trajetórias profissionais brilhantes e tornaram-se figuras exponenciais de sua profissão nos Estados Unidos e internacionalmente.
Foi autor celebrado de onze livros, dentre os quais o maior best seller da história da sociologia, The Presentation of Self in Evereday Life, traduzido para quinze idiomas, com vendagem de mais de dois milhões de exemplares.
O discurso, que chegou a escrever, para a cerimônia de posse não chegou a ser apresentado por ele, já que morreu antes.
Goffman, jamais escreveu sobre sua própria vida, sua privacidade era guardada por ele, com muito zelo. As suas únicas linhas autobiográficas estão no prefácio de Asylums (no Brasil, Manicômios, Prisões e Conventos, Goffman, 1961) ,
Ele também não revelou a seus colegas e amigos sobre sua vida, sua juventude, sua família ou suas experiências passadas.
Talvez o único comentário confiável publicado sobre Goffman seja a publicação da observação, que ele fez a Dell Hymes: ”você se esquece de que eu cresci (convivendo com o iídiche) em uma cidade onde falar outra língua nos tornava suspeitos de homossexualidade” (Hymes, 1984:628)
Goffman começou sua vida estudando quimica, trabalhou em cinema documentário e foi cientista social. Também foi pianista profissional de jazz e, depois de hesitar, assumiu a sociologia como profissão, percorrendo o estudo da própria sociedade como os pioneiros da escola de Chicago o fizeram.
No campo sociológico, o trabalho de campo e as pesquisas em geral têm em Becker e Goffman poderosas inspirações.
Goffman era casado com Gillian Sankoff, ela quando já sua viúva dizia que a mensagem de Goffman podia ser lida em sua obra e encontrava-se presente em seus livros e artigos.
Os trabalhos de Goffman começaram a ser mais conhecidos no Brasil em meados de 1960. As ciências sociais no pais tinham na época, como referências principais o marxismo e o estruturalismo, com suas diferentes versões e facções.
Mais perto do final da década de sessenta o crescente interesse por uma análise e política do cotidiano, permite uma abertura maior em relação a estudos classificados, às vezes, de forma um tanto pejorativa, como “micro”. Essa mudança ocorre com a valorização de outros tipos de preocupação, significativamente com a obra de Foucault. Esta é a época da contracultura, de maio de 1968, de estilos de vida alternativos.E, é dentro deste quadro que, sobretudo, antropólogos e profissionais da área psi passam a se interessar por Goffman.
Embora com certo atraso começam a ser publicados alguns de seus textos. A Representação do Eu na Vida Cotidiana (1959,1975), Manicômios, Prisões e Conventos (1961, 1974) e Estigma (1963, 1975).
Goffman seguidamente utilizava a metáfora teatral para expressar suas idéias.
Ao tratar do self, ou conceitos de “si próprio”, ele considerava três componentes, o self oficial, ou localizado oficialmente. O sujeito chega a um self “ que virtualmente está a espera do individuo que entra na posição” O self oficial é o personagem é o nicho dentro do discurso que aguarda a chegada da pessoa e que tem seus móveis prontos desde muito tempo antes que alguém concreto pense em ocupa-lo.
O self dramaturgico, corresponde ao ator social (performer) à entidade humana que deve encarnar do melhor modo possível esse personagem social pré existente.
Ainda dizia Goffman:
“ O ser humano é uma entidade que adota uma atitude, uma coisa que adota uma posição que fica em alguma parte entre a identificação com uma organização e a oposição a ela, e que está pronta ante a mínima pressão a recuperar seu equilíbrio manipulando seu engajamento em qualquer uma das direções”.
FUNDAMENTOS: Apóia-se em Durkheim e em T. Schelling entre outros.
FINALIDADE DE SEUS ESTUDOS: Preocupa-se com os estigmas, o self, A linguagem e a sociedade, as intituições totais, etc...
LIGAÇÕES; Becker, Garfinkel, etc...
CORRENTE: Interacionista.
Referência Bibliográfica:
GASTALDO, Edison. (organizador) – ERVING GOFMAN. DESBRAVADOR DO COTIDIANO. Tomo Editorial. Porto Alegre. 2004
COMPORTAMENTO ANTI-SOCIAL: A AGRESSÃO (1°Parte)
Um assunto bastante trivial entre as pessoas é a agressão e a violência humana.
Os homens tem a extraordinária capacidade de causar danos e maus tratos em seus semelhantes, de forma gratuita, deliberada ou vingativa, com crueldade e frieza.
A violência não é um fenômeno recente, ela se faz presente na história da humanidade.
Das crianças aos idosos, ninguém está imune a agredir e a ser agredido.
A psicologia social tem seu foco nas características psicossociais, isto é, à consideração de seu ponto específico em termos da interação entre agressor(es) e vítima(s).A ênfase é examinar os processos cognitivos, afetivos e comportamentais suscitados pelas situações sociais instigadoras de violência e de hostilidade de uns contra outros, sejam eles indivíduos ou grupos.
O que é agressão?
A psicologia social, define agressão como qualquer comportamento que tem a intenção de causar danos, físicos ou psicológicos, em outro organismo ou objeto. Importante destacar a intencionalidade da ação por parte do agente da agressão.
Contribuição da Psicanálise.
Ex: Uma colega que prejudica a outra "sem querer" durante um processo competitivo de seleção, um filho pequeno que se recusa a comer, para desespero da mãe. Segundo a psicanálise, são formas de atos agressivos que no momento de sua execução não estariam sendo percebidos conscientemente como tais.
Formas de agressão humana em função dos motivos ou intenções:
Agressão hostil- que deriva de estados emocionais fortes, como a raiva, e tem por objetivo básico, causar dano a uma pessoa ou objeto e afim de satisfazer impulsos hostis.
Agressão instrumental- visa prejudicar, ferir ou magoar alguém apenas como meio de atingir um outro objetivo.
Agressão simbólica- agressão sem envolver danos físicos, podendo a vítima serb agredido verbalmente por insultos, calúnias, ou impedido por outrem de atingir seu objetivo.
Agressão sancionada- a sociedade julga aceitável, ex: um soldado que mata no campo de batalha, e comportamento de legítima defesa.
Raízes da violência: Explicações teóricas para a agressão humana
De modo geral, as teorias adotadas pela psicologia Social para o estudo da agressão deferencian-se no grau com que consideram a agressão como algo inato ou aprendido, na extensão com que levam em conta a influência de fatos sociais ou situacionais como instigadores de atos agressivos e quanto aos meios e técnicas que sugerem para o controle ou a prevenção da agressão
- A agressão é uma resposta natural à frustração, enquadran-se nessa teoria os psicólogos sociais proponentes da hipótese frustração-agressão.
- A a agressão é aprendida, resultando de normas sociais e culturais e de experiências de socialização fazem parte dessa categoria, os teóricos da aprendizagem instrumental e observacional.
Formas de expressão da agressão, com bases biológicas, psicanalíticas e sociobiológicas dos comportamentos agressivos.
EXPLICAÇÕES BIOLOGICAS DA AGRESSÃO
A INFLUENCIA BIOQUIMICA NA SENSIBILIDADE HUMANA
ALGUNS DADOS EXPERIMENTAIS E DADOS REAIS OBTIDOS EM ARQUIVOS POLICIAIS DEMONSTRAM QUE QUANDO AS PESSOAS ESTÃO SOB EFEITO DE DROGAS,ESPECIALMENTE O ALCOOL,ELAS SE TORNAM PARTICULARMENTE AGRESSISVAS.NA VIDA REAL FOI COMPROVADO QUE PESSOAS ALCOOLIZADAS SÃO RESPONSAVEIS POR APROXIMADAMENTE METADE DOS SEQUESTROS E CRIMES VIOLENTOS(REISS e ROTH).SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSICOLOGIA,EM 65% DOS CASOS DE HOMICIDIOS,O AGRESSOR E/OU A VITIMA HAVIAM INGERIDO ALCOOL.
EXPLICACÕES PSICOLOGICAS DA AGRESSÃO
APRENDIZAGEM INSTRUMENTAL
DE ACORDO COM O PROCESSO DE APRENDIZAGEM INSTRUMENTAL QUALQUER COMPORTAMENTO ,QUE È RECOMPENSADO OU REFORÇADO,TEM PROBABILIDADE DE OCORRER NO FUTURO,ASSIM PESSOAS QUE AGEM AGRESSIVAMENTE E RECEBEM RECOMPENSA POR AGIR ASSIM,MAIS PROVAVELMENTE PODEM REPETIR ESSE COMPORTAMENTO EM OUTRAS OCASIÕES.HÀ UMA ENORME VARIEDADE DE REFORÇOS PARA PROVOCAR ESSE COMPORTAMENTO AGRESSIVO COMO:APROVAÇÃO SOCIAL OU AUMENTO DE STATUS,DOCES A CRIANÇAS E ETC...
APRENDIZAGEM OBSERVACIONAL
DE ACORDO COM ESSE PRINCIPIO PODEMOS APRENDER NOVOS COMPORTAMENTOS PELA OBSERVAÇÃO DAS AÇÕES DE OUTRAS PESSOAS ,DESIGNADAS MODELOS.UM EXPERIMENTO PODE DEMONSTRAR ESSA APRENDIZAGEM OBSERVACIONAL. AS MANEIRAS PELAS QUAIS A OBSERVAÇÃO DO COMPORTAMENTO AGRESSIVO ADULTO AFETA A ESCOLHA DE BRICADEIRAS PELAS CRIANÇAS.OS RESULTADOS INDICARIAM ,DE FATO,OS EFEITOS DESSE COMPORTAMENTO NA AGRESSIVIDADE DAS CRIANÇAS:AQUELAS QUE OBSERVARAM UM MODELO ADULTO AGRESSIVO FORAM CONSISTEMENTE MAIS AGRESSIVAS DO QUE AS QUE OBSERVARAM UM AMODELO NÃO-AGRESSIVOS E AS QUE FAZIAM PARTE DO GRUPO DE CONTROLE,QUE NÃO OBSERVARAM NENHUM MODELO. O EXPERIMENTO CONHECIDO COMO BOBO UM BONECO INFLAVEL,A CRIANÇA ERA LEVADA A UMA SALA COM UM ADULTO,ONDE TINHAM VARIOS BRINQUEDOS E O BONECO, A PESSOA BRINCAVA COM BRINQUEDOS DE ADULTOS .NAS CONDIÇÕES DE NÃO-AGRESSIVA ELA BRINCARIA NATURALMENTE COM ALGUNS DELES,MAS,NA CONDIÇÃO AGRESSIVA ELA ,PASSAVA O TEMPO TODO BATENDO NO BOBO E GRITANDO-LHE PALAVRAS AGRESSIVAS
FATORES QUE INFLUENCIAM A AGRESSÃO
FATORES SOCIAS DESENCADEADORES DA AGRESSÃO
O EFEITO DAS ARMAS-HABITOS AGRESSIVOS ,AGREDIDOS PREVIAMENTE ,PODEM CONTRIBUIR PARA ESSA PRONTIDÃO DA MESMA FORMA QUE A PRESENÇA NO DE PISTA AGRESIVA -ARMAS,POR EXEMPLO-PODE AUMENTAR A PROBABILIDADE DE OCORRENCIA DE AGRESSÃO. OBJETOS VIOLENTOS ALIMENTAM PENSAMENTOS VIOLENTOS.ARMAS,FACAS E OUTROS TIPOS DE OBJETOS SÃO FORTEMENTE ASSOCIADOS À IDEIA DE AGRESSÃO.ESSAS ARMAS PODEM ESTIMULAR A AGRESSÃO.POIS "O DEDO PUXA O GATILHO,MAS O GATILHO NÃO PUXA O DEDO.
A PROVOCAÇÃO DIRETA-O ATAQUE FISICO VERBAL CONSTITUI UMA DAS INFLUENCIAS MAIS OBVIAS SOBRE O COMPORTAMENTO AGRESSIVO,JA QUE APROVACAÇÃO TENDE A GERAR NA VITIMA UM SENTIMENTO DE RECIPROCIDADE.
A NOVA FORMA DE PODER NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS
Andréia Almeida
Gilberto Ribas
RESUMO
Na cadeira de psicologia social contemporânea temos tratado diversos temas da atualidade, como a questão da violência, dos presídios, as formas de poder, ideologias, etc, que influenciam diretamente nossas vidas. Neste artigo trataremos de um tema não menos relevante: A Nova Forma de Poder nas organizações empresariais. Como ela se expressa e qual a sua origem e como esta prática está distanciando o indivíduo do seu verdadeiro desenvolvimento humano, pois ficou preso nas malhas da teia fina dos interesses econômicos dos empresários. Esta nova forma de poder estabelece como base um contínuo aprendizado e desenvolvimento do indivíduo, sempre voltado para os objetivos e metas da empresa, com promessas de desenvolvimento pessoal e de realização. Esta prática se insere na organização a partir de uma literatura voltada para o gerenciamento de empresas, mas com uma prática alienante dos indivíduos, pois está sedimentada nos objetivos econômicos da instituição.
Palavras-chave: poder, subjetividade, gerenciamento, organizações, empresas, realização
A Nova forma de Poder das Organizações Empresariais
O poder sempre esteve presente nos relacionamentos humanos. Na maior parte da história o Poder aparece explicitamente. O poder esteve em posse inicialmente daqueles que possuíam maior força física, com os avanços da tecnologia e das novas formas de relacionar economicamente nós realmente não sabemos exatamente com quem está o poder (Foucault, 1983 ) , mas podemos suspeitar que ele continue com as classes dominantes. Num contexto moderno os meios de comunicação se tornaram uma forma forte de poder, mas não somente os jornais, revistas, televisão, rádios, etc, mas também a literatura especializada muitas vezes toma este papel. Nas organizações empresariais o poder sempre foi manifestado no próprio dono ou nos seus representantes (Gerentes, Diretores, etc) de forma direta e geralmente de opressão. No cenário atual há diversos tipos de empresa por tipo de composição societária, quanto sua nacionalidade (multinacional). As suas formas de controle gerenciais, segundo a pesquisa realizada pela Bulgacov (2000), vem se modificando e formas mais sutis de poder vem se inserindo através da literatura especializada voltada para o gerenciamento de empresas.
As teorias da aprendizagem organizacional propõem uma nova lógica para o desenvolvimento, onde os indivíduos devem estudar continuamente. Prometem um lugar onde as pessoas expandem continuamente sua capacidade de criar e um lugar melhor para o indivíduo. Esta proposta transcende o que as organizações podem efetivamente oferecer. A hipótese é de que uma linguagem distorcida foi utilizada para levar as pessoas a interpretarem a realidade em termos adequados aos interesses dos agentes diretos ou indiretos de tal distorção (Bulgacov, 2000).
O conhecimento produzido pela Organização da Aprendizagem está voltada para garantir a sobrevivência e competitividade da organização no mercado, onde os papéis dentro das instituições, apesar de muito sutil, tem limites definidos estreitamente aos objetivos desta, na qual a cognação é reforçada. O poder central foi enfraquecido e a cultura da organização foi transferida para níveis mais inferiores, onde aqueles que não aderem a tal cultura não sobrevivem nas empresas.
Há uma nova forma de poder, bem mais subjetivo, onde o indivíduo “incorpora” os objetivos da empresa na qual há “uma racionalidade dominantemente econômica, voltada essencialmente para o mercado” como nos diz Bulgacov (2000). Nesta, cada indivíduo se torna controlado e controlador.
É uma “nova” forma de controle social com valores e significados representativos da visão de mundo das elites e dirigentes empresariais (Motta, apud, Bulgacov, 2000)
O autodesenvolvimento é um conceito que transcende os limites da organização formal (Bulgacov, 2000), e esta sendo utilizado de forma inadequado, pois retém o desenvolvimento do indivíduo as necessidades da empresa. Ele precisa aprender, desaprender e reaprender, segundo as necessidades das empresas. O indivíduo possui muitas outras necessidades pessoais de desenvolvimento para completar-se, a lógica do desenvolvimento na empresa distorce estas necessidades criando um vazio existencial. Este processo poderia reforçar, ou até mesmo criar um falso self (Winnicot, 1983), colocar o indivíduo cada vez mais longe da sua auto realização, pois estaria sempre procurando realizar o desejo da empresa, nunca o seu mais profundo. Para realização do ser poderíamos utilizar a escala de Maslow, onde as necessidade básicas estando atendidas, logo o indivíduo passa buscar suprir outras necessidades, as sociais, culturais e por último as espirituais. Da maneira como as empresas vem pressionando por resultados e exigindo uma vida quase que exclusiva de dedicação a empresa, há pouco espaço para o indivíduo realizar-se nos outros campos. Outrossim com a falácia de que o indivíduo crescerá, se desenvolverá, que terá liberdade e criatividade dentro da própria empresa, a pessoa é ludibriada e talvez, passe a buscar continuamente a sua realização dentro das empresas. Muitas pessoas quando são despedidas de uma empresa ficam desesperadas, é como o mundo tivesse acabado, muito mais do que se o seu relacionamento amoroso tivesse sido rompido, pois a dedicação as empresas chega a extremos , na qual a pessoa não consegue pensar em existir sem estar vinculado a organização.
É necessário que o indivíduo precise melhor o que realmente a organização possa lhe proporcionar ao seu desenvolvimento, num trabalho de prevenção, desmistificando os Verbos Aprender e Conhecer, que mais camuflam do que revelam os seus significados. O indivíduo é controlado pela cognição, pelo aprendizado, pela ideologia da empresa; ideologia esta no conceito de Thompson (apud Schivitz, 2003), onde a mesma pode ser utilizada para “sustentar relações de poder que são constantemente assimétricas e presentes em relações de dominação.
É importante o entendimento dos significados das formas subjetivas de poder e como ele é aplicado e inserido a partir de uma literatura especializada de administração, para que o homem liberte sua alma do julgo das empresas e possa efetivamente buscar a sua verdadeira realização, na sua humanidade, na família, na cultura, na sua espiritualização.
Conclusão
De acordo com a revisão da literatura, fica claro que as organizações estão utilizando-a com o fim de estabelecer uma forma de poder mais subjetiva sobre seus gerentes e profissionais.
Entretanto, cabe ressaltar que, este processo é muito mais profundo, pois o indivíduo assume os objetivos da empresa como sendo os seus próprios desejos de realização.
Com o intuito de atingir uma finalidade própria, eminentemente econômica e de desenvolvimento da própria organização, a empresa utiliza-se de uma linguagem subjetiva e pouco reflexiva.
Este trabalho não esgota o tema abordado, nem mesmo a revisão bibliográfica existente, pois o tema é bastante amplo e requer uma maior e mais profunda pesquisa, até mesmo sob outros pontos de vista.
Referências
BULGACOV, Yara L. M., Gestão da Aprendizagem: “novas” formas de controle do comportamento humano na literatura gerencial, Londrina, Revista PSI, 2000.
FOULCAULT, M., Microfísica do Poder, Rio de Janeiro, 1991.
SCHIVITZ, Ida Maria Mello, Ideologias e a Paz, www.idamariamello.hpg.com.br, editorial, Gravataí, 2003.
WINICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação: estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Porto Alegre, ARTMED, 1983.
Artigo escrito nas normas da APA
A NOVA FORMA DE PODER NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS
Andréia Almeida
Gilberto Ribas
A Nova forma de Poder das Organizações Empresariais
O poder sempre esteve presente nos relacionamentos humanos. Na maior parte da história o Poder aparece explicitamente. O poder esteve em posse inicialmente daqueles que possuíam maior força física, com os avanços da tecnologia e das novas formas de relacionar economicamente nós realmente não sabemos exatamente com quem está o poder (Foucault, 1983), mas podemos suspeitar que ele continue com as classes dominantes. Num contexto moderno os meios de comunicação se tornaram uma forma forte de poder, mas não somente os jornais, revistas, televisão, rádios, etc, mas também a literatura especializada muitas vezes toma este papel. Nas organizações empresariais o poder sempre foi manifestado no próprio dono ou nos seus representantes (Gerentes, Diretores, etc) de forma direta e geralmente de opressão. No cenário atual há diversos tipos de empresa por tipo de composição societária, quanto sua nacionalidade (multinacional).
As suas formas de controle gerenciais, segundo a pesquisa realizada pela Bulgacov (2000), vem se modificando e formas mais sutis de poder vem se inserindo através da literatura especializada voltada para o gerenciamento de empresas.
As teorias da aprendizagem organizacional propõem uma nova lógica para o desenvolvimento, onde os indivíduos devem estudar continuamente. Prometem um lugar onde as pessoas expandem continuamente sua capacidade de criar e um lugar melhor para o indivíduo. Esta proposta transcende o que as organizações podem efetivamente oferecer. A hipótese é de que uma linguagem distorcida foi utilizada para levar as pessoas a interpretarem a realidade em termos adequados aos interesses dos agentes diretos ou indiretos de tal distorção (Bulgacov, 2000).
O conhecimento produzido pela Organização da Aprendizagem está voltada para garantir a sobrevivência e competitividade da organização no mercado, onde os papéis dentro das instituições, apesar de muito sutil, tem limites definidos estreitamente aos objetivos desta, na qual a cognação é reforçada. O poder central foi enfraquecido e a cultura da organização foi transferida para níveis mais inferiores, onde aqueles que não aderem a tal cultura não sobrevivem nas empresas.
Há uma nova forma de poder, bem mais subjetivo, onde o indivíduo “incorpora” os objetivos da empresa na qual há “uma racionalidade dominantemente econômica, voltada essencialmente para o mercado” como nos diz Bulgacov (2000). Nesta, cada indivíduo se torna controlado e controlador.
É uma “nova” forma de controle social com valores e significados representativos da visão de mundo das elites e dirigentes empresariais (Motta, apud, Bulgacov, 2000)
O autodesenvolvimento é um conceito que transcende os limites da organização formal (Bulgacov, 2000), e esta sendo utilizado de forma inadequado, pois retém o desenvolvimento do indivíduo as necessidades da empresa. Ele precisa aprender, desaprender e reaprender, segundo as necessidades das empresas. O indivíduo possui muitas outras necessidades pessoais de desenvolvimento para completar-se, a lógica do desenvolvimento na empresa distorce estas necessidades criando um vazio existencial. Este processo poderia reforçar, ou até mesmo criar um falso self (Winnicot, 1983), colocar o indivíduo cada vez mais longe da sua auto realização, pois estaria sempre procurando realizar o desejo da empresa, nunca o seu mais profundo. Para realização do ser poderíamos utilizar a escala de Maslow, onde as necessidade básicas estando atendidas, logo o indivíduo passa buscar suprir outras necessidades, as sociais, culturais e por último as espirituais. Da maneira como as empresas vem pressionando por resultados e exigindo uma vida quase que exclusiva de dedicação a empresa, há pouco espaço para o indivíduo realizar-se nos outros campos. Outrossim com a falácia de que o indivíduo crescerá, se desenvolverá, que terá liberdade e criatividade dentro da própria empresa, a pessoa é ludibriada e talvez, passe a buscar continuamente a sua realização dentro das empresas. Muitas pessoas quando são despedidas de uma empresa ficam desesperadas, é como o mundo tivesse acabado, muito mais do que se o seu relacionamento amoroso tivesse sido rompido, pois a dedicação as empresas chega a extremos , na qual a pessoa não consegue pensar em existir sem estar vinculado a organização.
É necessário que o indivíduo precise melhor o que realmente a organização possa lhe proporcionar ao seu desenvolvimento, num trabalho de prevenção, desmistificando os Verbos Aprender e Conhecer, que mais camuflam do que revelam os seus significados. O indivíduo é controlado pela cognição, pelo aprendizado, pela ideologia da empresa; ideologia esta no conceito de Thompson (apud Schivitz, 2003), onde a mesma pode ser utilizada para “sustentar relações de poder que são constantemente assimétricas e presentes em relações de dominação.
É importante o entendimento dos significados das formas subjetivas de poder e como ele é aplicado e inserido a partir de uma literatura especializada de administração, para que o homem liberte sua alma do julgo das empresas e possa efetivamente buscar a sua verdadeira realização, na sua humanidade, na família, na cultura, na sua espiritualização.
Conclusão
De acordo com a revisão da literatura, fica claro que as organizações estão utilizando-a com o fim de estabelecer uma forma de poder mais subjetiva sobre seus gerentes e profissionais.
Entretanto, cabe ressaltar que, este processo é muito mais profundo, pois o indivíduo assume os objetivos da empresa como sendo os seus próprios desejos de realização.
Com o intuito de atingir uma finalidade própria, eminentemente econômica e de desenvolvimento da própria organização, a empresa utiliza-se de uma linguagem subjetiva e pouco reflexiva.
Este trabalho não esgota o tema abordado, nem mesmo a revisão bibliográfica existente, pois o tema é bastante amplo e requer uma maior e mais profunda pesquisa, até mesmo sob outros pontos de vista.
Referências
BULGACOV, Yara L. M., Gestão da Aprendizagem: “novas” formas de controle do comportamento humano na literatura gerencial, Londrina, Revista PSI, 2000.
FOULCAULT, M., Microfísica do Poder, Rio de Janeiro, 1991.
SCHIVITZ, Ida Maria Mello, Ideologias e a Paz, www.idamariamello.hpg.com.br, editorial, Gravataí, 2003.
WINICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação: estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Porto Alegre, ARTMED, 1983.
Artigo escrito nas normas da APA
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