LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO
LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO
Base das Ciências Sociais
Ida Maria Mello Schivitz
Este texto foi a base da palestra realizada na ULBRA/Gravataí, no Fórum de Psicologia Jurídica acontecido na Semana do Psicólogo, em 23/08/2004.
As ciências sociais representam o campo por excelência de discussão e produção de sentido acerca das tramas das misérias, conflitos, desvios e violências sociais.
Dentro das ciências sociais estudam e trabalham com esses temas várias áreas, as quais cada vez mais se inter relacionam numa forma multidisciplinar.
Assim o pessoal do Direito, da Psicologia, especificamente da Psicologia Social, Jurídica e Comunitária, do Serviço Social, Medicina, Pedagogia, Sociologia, Antropologia, etc...
Mas, para que se possa trabalhar juntos, faz-se necessário haver diálogo, comunicação entre todos. Diálogo no qual a linguagem de cada área possa ser entendida pelos demais, sem chegarmos ao exagero da supremacia (poder) de uma sobre os outros.
Cada área carrega suas peculiaridades, seus termos operacionais, que são transpostos para a comunicação.
Então, para trabalharmos juntos, em conjunto, em cooperação e colaboração, faz-se necessário que todos estudemos conheçamos o linguajar básico peculiar dos outros mundos, como do jurídico, do médico, do psicólogo, etc...
Vencida essa etapa, todos dentro de um patamar de entendimento lingüístico podem objetivar discussão e planejamento de ações conjuntas acerca das tramas sociais.
Em relação à Psicologia ela em seus agenciamentos pouco vai interferir nos quadros do que está bem, a Psicologia vai interferir, tentar auxiliar a restabelecer as tramas sociais, sempre em direção ao bem estar social e individual.
Geralmente o que interfere no social, encontra-se fora da norma social, normatização que se encontra estabelecida nos Códigos Jurídicos dos paises. Códigos que mudam de país para país e mesmo de épocas.
Antigamente não havia divórcio no Brasil, já houve a lei seca, onde ingerir álcool era proibido, penalizado, hoje mudou...
Daí a importância dos psicólogos conhecerem as leis, principalmente as do país onde vivemos.
Exemplifico, além de também termos que nos enquadrar em nossa vida cotidiana nas proposições, nos artigos dos Códigos Jurídicos, quando realizamos trabalhos como laudos, pareceres, monografias, teses, artigos, etc...devem estar congruentes com as leis.
Se tratamos de violência sexual, devemos nos aprofundar e conhecer que no Código Penal há o Título VI DOS CRIMES CONTRA OS COSTUMES, Capítulo I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL.
ARTIGO 213 - ESTUPRO – constranger MULHER a conjunção carnal, mediante violência e grave ameaça.
ARTIGO 214 – ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR – constranger ALGUÉM mediante violência ou grave ameaça a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal.
Dessa forma como nós Psicólogos devemos nos expressar corretament, também os demais especialistas da grande equipe social espera-se detenham conhecimentos mínimos de nosso linguajar técnico, que entendam quando expressamos id, ego, super ego, inconsciente, consciente, funções egóicas, mecanismos de defesa, etc...
Mas, em relação ao bem estar social, hoje na era globalizada em que vivemos, verifica-se que as divisões clássicas perdem a nitidez em seus contornos. Assim acontece também com as divisões como ordem/desordem, centro/marginalidade, moral/imoral.
As ciências sociais passam a tentar compreender os conflitos, misérias, desvios e violências sociais não mais como vindos de fora, mas como inseridos na própria rede social, ou fazendo parte dela.
Muitas vezes acontecem atitudes de reação social dos que se sentem estigmatizados, vulnerabilizados, “sem sentido” com “sentidos opostos” ou “diferentes” mas que mesmo assim fazem parte da rede e por isso demandam reconhecimento das diferenças individuais e sociais.
Também é preciso que os desvios, misérias, conflitos e viol~encias sejam olhados além do ato em si, além do individual mas como fazendo parte de uma história e como fazendo parte da rede social em que se insere, portanto abre-se a porta para que os técnicos sociais acolham não mais só a vítima mas também o agressor, o algoz, sem o pensamento pequeno “TEM QUE MATAR”.
E, para encerrar gostaria de lembrar a bonita festa de formatura dos Psicólogos da ULBRA/Gravataí, quando todos os formados realizaram o juramento de solidariedade, ajuda para com os outros- ressalto todos- VÍTIMAS E ALGOZES.

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Veja também minha home page, onde constam muitas pesuisas e artigos.
http://www.idamariamello.hpg.com.br
Gilberto
Fritz Heider
(1896-1988)
Nació en Viena, Austria, el 18 de Febrero de 1896. El más joven de dos hermanos,
hijo de Moriz y Eugenie von Halaczy Heider. Fue un avido lector y un buen
estudiante. Estudió en la Universidad de Graz, Austria, obteniendo su doctorado en
1920. A continuación pasó varios años viajando por Europa, durante los cuales
estudió en el Instituto Psicológico de Berlín.
En 1930, aceptó una oferta para enseñar en Estados Unidos, en el Smith College, e
investigar en Clarke School for the Deaf, en Northampton, Massachutsetts. En Clarke
conoció a Grace Moore, quien estaba llevando a cabo su propia investigación, y con
la que se casó en Diciembre de ese mismo año.
También en Clarke inició la investigación que le llevaría a sus teorías sobre las
relaciones interpersonales, y que continuó cuando se trasladó a Lawrence, Kansas,
en 1947, para enseñar en la Universidad de Kansas. El resultado de sus
investigaciones fue la publicación en 1958 de su libro, La Psicología de las
Relaciones Interpersonales, que marcó una nueva era en la Psicología social.
Heider recibió numerosos premios por su investigación, entre ellos la Distinguished
Scientific Contribution Award de la American Psychological Association, en 1965. A
pesar de retirarse durante la década de 1960, continuó investigando como profesor
emérito y trabajó en sus memorias, que publicó en 1983, con el título de The Life
of a Psychologist: An Autobiography. Murió en Lawrence, Kansas, el 2 de Febrero de
1988, a la edad de 91 años.
Heider fue influenciado por la Psicología de la Gestalt e intentó aplicar sus
principios al campo de las relaciones interpersonales. Como resultado estableció
una serie de importantes conceptos teóricos que han sido ampliamente estudiados con
posterioridad. Destaca por haber desarrollado el concepto de Teoría de la
Atribución, una de las áreas más importantes de la Psicología Social.
Pretendía dar cuenta de la Psicología del sentido común, de la persona corriente
que busca interactuar con los demás, para explicar como interpretamos nuestra
conducta y la de otras personas, y como atribuimos orientaciones e intenciones a
nosotros mismos y a los otros. Para Heider la persona de la calle actúa como un
científico ingenuo, un psicólogo naif, que establece conexiones entre conductas
observables y causas no observables.
A la hora de atribuir causas, Heider distinguió entre atribuciones internas y
atribuciones externas. El trabajo del observador consiste en decidir si una acción
dada se debe a algo dentro de la persona que la esta llevando a cabo (capacidad,
esfuerzo, intención, etc...) o a algo fuera de la persona (dificultad de la tarea,
suerte, etc...).
Destacó la tendencia que tenemos de enfatizar las disposiciones personales
(atribuciones internas) sobre las influencias situacionales (atribuciones externas)
como causas explicativas de la conducta, esta tendencia es conocida como Error
fundamental de la atribución. Heider señala que el actor y el acto forman una
unidad causal. El observador se centra en la otra persona, no en la situación, por
lo que aquella acaba siendo evaluada como excesivamente importante desde un punto
de vista causal.
Taxionomia Metodológica da Psicologia
Tópicos/Perspectivas
AUGUSTO COMTE
1. Marco - Século XIX – (1798 – 1857)
2. Acontecimento Morte de Clotilde de Vaux – transformou o sistema de Política Positiva em memorial a sua amada.
Fundador da religião UNIVERSAL SUMO SACERDOTE DA HUMANIDADE
3. Fundamentos Culto da ciência e a sacralização do método científico
4. Livro (s) Crítica da Razão Pura
5. Objeto Positivismo
6. Método Positivista
7. Finalidade Restabelecer a ordem na sociedade capitalista industrial
8.Estudos Principais *Métodos Científico
*A Lei dos 3 Estados
9. Seguidores *Emile Littre
*John Stuart Mill
10. Ligações Idealismo
11. Outros *Tentou suicídio quando se separou
*Foi preso por 3 dias
*Faleceu em 05/09/1857 por causa de uma gripe
TRABALHO ELABORADO POR CAMILA ALBERTON E CRISTINA ANDRADE – PSICOLOGIA SOCIAL/2004
Universidade Luterana do Brasil
Psicologia
Disciplina: Psicologia Social Contemporânea
“Visita ao Albergue Santos e Medeiros”
Aluna: Cristiane Nunes Franco
Professora: Ida Maria Mello Schivitz
No dia 01 de setembro de 2004 fomos no Albergue Santos e Medeiros, da SUSEPE (Superintendência do Serviço Penitenciário), no Município de Gravataí. Apesar de ser um albergue para apenados, notei que está localizado em uma área residencial. O prédio é simples, a fachada é bem tradicional, e por dentro pude observar que há reboco indicando uma construção inacabada. As salas dos funcionários são bem organizadas, e as celas dos apenados são com 2 beliches e todas tem equipamentos de lazer, como televisão e som.
Neste albergue, notamos uma ótima organização da equipe de funcionários, seu diretor, agentes, assistentes sociais, cozinheira, secretária e até psicólogas que ficam à disposição dos apenados para conversas a hora que eles acharem necessário. Percebi grande afinidade entre os apenados e os funcionários do albergue.
Quando chegamos o agente nos levou até um corredor (uma espécie de saguão) que leva ao acesso aos apenados. Ele nos disse que ali estavam 23 apenados e começou a nos relatar as normas da casa.
Primeiro foi relatado que o nome do Albergue “Santos e Medeiros” é uma homenagem a dois agentes que morreram em uma situação de tentativa de libertação do “Melara”, quando iam para o fórum de Caxias do Sul.
No momento em que o agente estava conversando conosco, aos poucos os apenados foram chegando perto e acabaram dando depoimentos voluntários, o que foi de grande valia.
A diferença de idades entre eles era grande, havia desde jovens de 20 anos até senhores de 50 anos. Os motivos para estarem ali também são bem variados, mas, poucos disseram o porquê.
E, enquanto conversávamos, outros apenados iam chegando dos seus trabalhos, pois ali eles estão em regime aberto, ou seja, trabalham durante o dia e retornam a noite e permanecem também nos fins de semana.
Eles podem receber visitas nas quartas-feiras e nos sábados, e dependendo do comportamento pode-se ganhar o domingo livre para ir para casa, mas, atualmente isso só acontece com 1 (um) apenado.
Depois eles nos convidaram a conhecer as suas acomodações, são por volta de 8 (oito) celas com 2 (dois) beliches em cada uma, estas celas podem até ser chamadas de quarto, pois, são bem limpas e organizadas, todas com diversos acessórios como televisão e rádio.
Quando chegamos ali haviam os pratos com as jantas, percebemos que era uma comida bem apresentável e cheirosa com direito a saladas também. Foi neste momento que conhecemos melhor estes apenados e um pouco mais de suas histórias.
Alguns nos contaram espontaneamente como foram parar ali, como foi o caso de um que nos disse que o problema foi a falta de pagamento da pensão de seus filhos, alguns apenados conversaram despreocupadamente, mostrando até fotos da família.
Esta interação direta e espontânea foi muito proveitosa, pois conhecemos uma realidade bem diferente do que imaginávamos. Esta observação foi muito boa e o respeito com que fomos tratados foi surpreendente.
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